Santa Catarina vive sobre a BR-101: Florianópolis e sua ilha, Itajaí e Navegantes com seus portos, Balneário Camboriú no verão e Joinville e Blumenau com a indústria metalmecânica e têxtil do vale, mais Chapecó e o oeste agroindustrial pela BR-282 e pela BR-470. Na temporada, placas argentinas e de todo o sul enchem o litoral. As infrações são aplicadas pelo DETRAN-SC no registro, pelos órgãos municipais nas cidades, pela polícia militar nas vias estaduais e pela Polícia Rodoviária Federal nas federais.
Contexto e órgãos
Sob o Código de Trânsito Brasileiro as multas têm valor fixo por gravidade, somam pontos na CNH e são pagas com desconto por adesão ao sistema de notificação eletrônica; o veículo com multas vencidas não obtém o licenciamento anual nem a transferência. O DETRAN do estado concentra as das vias estaduais e do registro, os municípios aplicam as de suas ruas e a Polícia Rodoviária Federal as das rodovias federais, integradas pela SENATRAN.
O DETRAN-SC é o órgão de registro: anota a infração sobre a placa e o RENAVAM e tramita a notificação, a defesa e o recurso; Florianópolis, Joinville, Blumenau e Itajaí têm seus próprios órgãos municipais com radares, e a polícia militar rodoviária fiscaliza as vias estaduais. A concessionária da BR-101 e a Polícia Rodoviária Federal atuam nas federais; o licenciamento anual fica bloqueado enquanto houver uma multa vencida.
O que a API retorna para esta jurisdição
Em Santa Catarina uma placa, com o RENAVAM quando a fonte exige, é enviada à API de multas no Brasil, que percorre suas fontes integradas e retorna cada infração com o órgão que a registrou:
- O órgão que registrou a infração e seu número, sem normalizar.
- A data e o motivo, com o local se a fonte informar.
- O valor e a situação vigentes na fonte.
- Quais fontes responderam e quais não, em cada consulta.
Como verificar uma placa em Santa Catarina
Uma placa é verificada à mão no portal do DETRAN-SC e, para as infrações de outros órgãos, nos canais nacionais da SENATRAN. A API faz o mesmo percurso em escala e retorna cada infração com o órgão que a registrou, de modo que a verificação faça parte do processo da frota e não de uma planilha.
O que observar se você opera uma frota em Santa Catarina
Uma frota de contêineres que sobe e desce entre Itajaí, Navegantes e o interior pela BR-101 e pela BR-470 acumula infrações de radar da PRF e dos órgãos municipais do vale sobre placas que passam de um motorista a outro; consultar as placas todo mês e arquivar o resultado por órgão permite indicar o condutor enquanto o prazo segue aberto.
Para uma locadora de Florianópolis que entrega carros a turistas argentinos no verão, a consulta por placa na devolução de cada aluguel cobra do cliente a infração de radar que de outro modo apareceria no licenciamento com os pontos sobre a empresa.
Como integrar
Cada veículo é enviado em um POST, com as jurisdições a incluir se não se quiser consultar todas. A resposta aceita o trabalho e o resultado é recuperado por consulta de estado ou chega por webhook quando as fontes terminam de responder. O guia de qualidade das consultas veiculares explica como tratar uma fonte que não respondeu.
{
"plate": "ABC1D23",
"jurisdictions": [
"BR-SC"
]
}Limites e considerações
- As infrações em rodovias federais são registradas pela Polícia Rodoviária Federal e consultadas nos canais nacionais, não no DETRAN do estado.
- Os valores são os do código de trânsito vigentes no momento do pagamento, com o desconto ou o acréscimo que corresponder; o valor final é fixado pelo órgão.
- Uma fonte sem resposta é informada como tal, nunca como ausência de infrações.
- A API não paga multas nem apresenta defesas; entrega informação para decidir.

